Governo atualiza desconto para 7,4 cêntimos no gasóleo e 5,7 cêntimos na gasolina

Governo atualiza desconto para 7,4 cêntimos no gasóleo e 5,7 cêntimos na gasolina

O desconto sobre o preço dos combustíveis pelo Governo através da redução de impostos será de 7,4 cêntimos por litro no caso do gasóleo e de 5,7 cêntimos por litro no caso da gasolina, foi hoje anunciado.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Carla Quirino - RTP

"O Governo decidiu, dada a informação que temos é uma informação que os mercados e os revendedores subirão os preços, aumentar o desconto. A informação que temos é que no gasóleo, o desconto será reforçado, há um desconto adicional de seis cêntimos, que com imposto será de 7,4 cêntimos", disse o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

Já no caso da gasolina, o desconto será de 4,6 cêntimos por litro, "o que significa 5,7 [cêntimos] com imposto", acrescentou o ministro, em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, em Lisboa.

Leitão Amaro disse que o Governo quer assegurar que o Estado não lucra com a guerra."O Estado não lucra com a guerra e o Estado não lucra com a inflação, em particular com aquela que tem sido mais relevante, que é no preço dos combustíveis", disse.

Segundo a estimativa cedida pela Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) esta manhã à agência Lusa, caso a tendência do mercado se mantenha, o preço por litro de gasóleo deverá aumentar 12 cêntimos e o da gasolina subir cinco cêntimos na próxima semana.

Com base nos atuais valores da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e tendo em conta as previsões das variações com os valores do fecho do mercado na quinta-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá subir para 1,965 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá atingir os 1,973 euros por litro.

A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.


Depois de uma subida inicial devido à guerra no Irão, à tensão geopolítica no Médio Oriente e o fecho do estreito de Ormuz, os preços dos combustíveis desceram durante o cessar-fogo entre Washington e Teerão.

No entanto, com o retomar do conflito, as últimas semanas têm sido marcadas por uma reversão desta tendência e, a par do aumento do preço do barril de petróleo, também os combustíveis têm tido uma subida.

Pelas 16h00 em Lisboa, o preço do barril de Brent para entrega em setembro avançava 2,23% para 86,13 dólares, cerca de 10 dólares acima do que negociava pela mesma hora da passada sexta-feira.

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